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06/12/2017

Trabalho científico de bolsista do CEPED-PR é premiado em Universidade.

franciela


A bolsista do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas (CEPED-PR), Franciela Manzolli Sobrinho, 22, guarda com orgulho na escrivaninha do quarto, o troféu que recebeu em novembro deste ano, pelo terceiro lugar no Encontro de Pesquisa e Iniciação Científica da Universidade Positivo. Cerca de 300 projetos foram inscritos no EPIC 2017, mas somente 18 alunos foram premiados. 

Franciela apresentou o trabalho “Avaliação do potencial de resiliência no município de Curitiba por meio da Estratégia Internacional para Redução de Desastres das Nações Unidas (UNISDR)”, na área de Ciências Exatas e Tecnológicas na modalidade painel. Com a pesquisa, ela quis avaliar se a capital paranaense tinha potencial de resiliência, isto é, capacidade para resistir às adversidades por meio da adaptação da metodologia estabelecida pela ONU, que envolve indicadores urbanos locais. Desta forma, buscou identificar os principais riscos urbanos de Curitiba, bem como identificar quais os mecanismos de prevenção, mitigação, recuperação, resposta e reconstrução da cidade.

Durante um ano, Franciela ficou envolvida com a produção do trabalho ao mesmo tempo em que fazia as disciplinas do 4º ano de Engenharia Civil, por isso, assim que soube da premiação, sentiu, além de satisfação, claro, muito alívio.  “Eu me surpreendi comigo mesma. Achei que não conseguiria, já que tive muitos problemas de saúde neste período, troquei de emprego e de orientador, sem contar as dúvidas que tinha em relação à metodologia científica”, relembra. Ela conta que focou numa frase do escritor britânico Clive Lewis para enfrentar os obstáculos: “Dificuldades preparam pessoas comuns para o destino extraordinário”. Aliás, ela reconhece que sempre teve essa característica, a de “olhar para o lado bom até das dificuldades”. O prêmio não foi em dinheiro, mas a estudante universitária ganhou muitos pontos, inclusive para fazer o Mestrado, além de fortalecer o currículo.

Franciela tem no DNA familiar a identificação com a Engenharia Civil, mas ela começou pelo Direito. Desistiu do curso no primeiro período. Numa nova etapa da vida acadêmica, fez estágio na Coordenadoria municipal de Proteção e Defesa Civil de Curitiba (COMPDEC) e trabalhou no projeto vinculado à Associação dos Portos de Paranaguá e Antonina de despetrolização da fauna. “Sempre gostei de questões ligadas ao meio ambiente, e queria encontrar esse tema dentro da engenharia. E acredito que, por meio da atuação da engenharia civil, é possível executar um planejamento adequado das obras de infraestrutura ou de outros projetos mediante a identificação dos riscos de desastres naturais. Deste modo, os danos e prejuízos serão minimizados”. 
franciela

 As duas experiências lhe deram a certeza de que o seu foco de trabalho seria a gestão de desastres e resiliência, questões que têm um vínculo muito grande com pessoas que precisam de ajuda. “Acredito muito nos resultados que uma pesquisa produz. Com o passar do tempo, terei cumprido o meu papel na sociedade”.

Como bolsista do CEPED-PR, Franciela se deparou com a temática que buscava. Ela foi integrada à campanha global Construindo Cidades Resilientes, lançada pela ONU em 2010. O tema foi transformado em curso no Centro, e a premiada bolsista, que apesar de se sair bem na área das Ciências Exatas e Tecnológicas, também transita com conforto pelas palavras, fez as apostilas, com a colaboração de outra bolsista, Fabiane Acordes e do Capitão Eduardo Pinheiro, diretor do CEPED-PR.

Franciela também participou como atriz e produtora da minissérie “A Resiliência na real”, que mostra o que os gestores podem fazer pela resiliência da cidade e como diminuir os riscos de desastres. O lançamento dos 16 episódios deve ser em março de 2018. O material foi produzido em parceria com alunos e professores do curso de Cinema da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), que faz parte de uma rede de instituições que contribuem com a prevenção e a redução de risco de desastres, bem como os efeitos posteriores a esses eventos.

Apesar de ter produzido um material premiado, Franciela não vai poder usá-lo como trabalho de conclusão de curso, no ano que vem. A instituição de ensino exige que ela pesquise um tema ligado especificamente à engenharia civil. É mais um desafio que vai ter que enfrentar; começar do zero um trabalho que já tem pronto. Mas ela se diz tão preparada para vencer mais esse desafio, que já começa a ser chamada entre os colegas de trabalho de Franciela “Resiliente” Manzolli Sobrinho. 

Por Sara Carvalho, Assessoria de Comunicação CEPED-PR

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