logo ceped

Notícias

29/01/2018

Defesa Civil Estadual confirma riscos de deslizamentos na região do Pilarzinho

A meteorologia já previa que janeiro seria de muita chuva no Paraná, mas mesmo assim, o volume de água surpreendeu. Só em Curitiba, choveu até os últimos dias do primeiro mês do ano mais de 240 mm, bem acima da média dos últimos 20 anos que é de 170 mm. Várias ruas ficaram alagadas, houve quedas de árvores e deslizamentos.

 

No bairro Pilarzinho, uma equipe técnica de geólogos da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil analisou no último dia 25 a situação das residências na área interditada pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Curitiba. Durante a vistoria, os geólogos Rogério da Silva Felipe e sargento Ederaldo Kuller comprovaram que oito casas onde moram aproximadamente 30 pessoas, estão em risco, sendo que quatro delas apresentam risco alto; as demais, risco baixo e moderado. Numa delas, a janela de um banheiro ficou bloqueada pela terra e entulhos vindos do barranco acima, comprometendo a estrutura da casa. Em outra, o muro desabou atingindo a lage da casa vizinha. Há rachaduras nas quatro residências interditadas, todas notificadas pela Comissão de Segurança de Edificação e Imóveis de Curitiba ( COSEDI) .

 

A equipe técnica começou o trabalho pelo levantamento fotográfico da área, seguido da busca por fissuras no solo e nas paredes das casas, indícios que comprovam a movimentação da encosta. “As trincas no terreno foram bem difíceis de ser encontradas já que a maior parte dele está cimentada”, relata Kuller.

 

Constatado o problema, os geólogos da CEPDEC orientaram os moradores não só das casas mais prejudicadas, mas também, todos os que têm construções na área de risco, sobre como proceder a partir da interdição e da ameaça de novos deslizamentos. Eles também passaram informações sobre algumas providências que precisam ser tomadas em relação à canalização correta da água da chuva, assim como a canalização da água da pia e do tanque de lavar roupa quando não há rede de esgoto, para que a água não seja jogada no barranco ou no próprio terreno, e ainda, usar calhas e não realizar canalizações  irregulares, pois pode haver vazamentos, encharcando ainda mais o solo. Quanto ao risco de mais um deslizamento naquele local, segundo Kuller, “é máximo, pois o solo e as edificações apresentam sinais de movimentação, e a previsão é de mais chuvas nos próximos dias”.

 

A prefeitura de Curitiba disponibilizou locais para abrigar as famílias que tiveram que deixar as casas. A interdição do imóvel é uma ação emergencial para garantir a segurança dos moradores.

 

O capitão Eduardo Pinheiro, chefe do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED/PR), também esteve no local e constatou o quanto a terra estava úmida. “A chuva diária acumula água na encosta. E nós temos com isso, a condição favorável para que nas regiões que tenham propensão aos deslizamentos ocorram esses eventos”, explica o capitão.

 

Causas e efeitos de um deslizamento

 

Trabalhos científicos apresentam diversos fatores que explicam os deslizamentos: climáticos, hidrológicos, geomorfológicos, geológicos, geotécnicos e as alterações do meio ambiente provocadas pelo ser humano, que somados resultam no deslizamento da encosta sobre as moradias.

 

Os deslizamentos podem fazer muitas vítimas fatais e provocar inúmeros prejuízos materiais. Por isso é fundamental que toda a vizinhança seja alertada sobre as possibilidades que a encosta se movimente. Assim como, e principalmente, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil municipal e/ou estadual.

 

Moradores de residências construídas em áreas de risco são sempre orientados a saírem de casa durante as chuvas intensas e prolongadas.  Se você mora ou estiver em uma área onde ocorra deslizamento, saiba como agir ao receber um alerta da Defesa Civil!

 

•  Monitore a área. Fique atento para boletins meteorológicos da Defesa Civil, através de rádio e outras mídias.

• Fique atento para qualquer movimentação de terra próxima. Preste atenção em indícios como muros embarrigados (tortos), postes ou árvores inclinadas, e cicatrizes (trincas)  no terreno ou na residência.

•  Saia de casa e vá para um lugar seguro se você perceber uma movimentação de terra por perto. 

•  Veja locais sem risco de deslizamento para onde você possa ir no caso de ser necessário o abandono do local.

•  Planeje a melhor rota de fuga, e defina um ponto de encontro.

•  Evite permanecer em cômodos da edificação próximos à encosta.

•  Vá para o abrigo mais próximo ou para o ponto de encontro definido, e verifique-se que nesse lugar não há risco de outros deslizamentos.

•  Leve consigo apenas o essencial.

•  Ligue para a Defesa Civil, no fone 199, ou para o Corpo de Bombeiros, no fone 193, e informe as autoridades sobre o que está acontecendo.

•  Não retorne ao local de deslizamento até que a Defesa Civil tenha feito uma avaliação do terreno.

 

Para maiores informações acesse:

www.defesacivil.pr.gov.br/arquivos/File/icones_para_a_pg/Deslizamento.docx

 

Por Sara Carvalho, Assessoria de Comunicação CEPED/PR

Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.