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14/03/2018

CEPED/PR e Comitê Gestor Municipal se reúnem para acertar os próximos passos para uma Curitiba Resiliente

O diretor do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED/PR), major Eduardo Pinheiro, participou da primeira reunião do Comitê Gestor do Programa Construindo Cidades Resilientes, em 2018, na sede da Coordenadoria municipal de Proteção e Defesa Civil de Curitiba. Outros três encontros já foram realizados em 2017.

Em pauta, o programa mundial da Organização das Nações Unidas (ONU), que visa preparar as cidades para enfrentar desastres como inundações, alagamentos, cheias de rios, deslizamentos de terra ou vendavais. Segundo a organização, uma cidade resiliente é a que tem a capacidade de resistir, absorver e se recuperar de forma eficiente dos efeitos de um desastre. Além disso, de maneira organizada, evitar que vidas e bens sejam perdidos.

O comitê foi criado por um decreto municipal em abril do ano passado, e é formado por representantes das secretarias municipais de Saúde, Educação, Obras Públicas e de Defesa social, além da Coordenadoria municipal de Proteção e Defesa Civil, Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (Ippuc), e a Fundação de Ação Social (FAS).

Para o major Pinheiro, “Uma cidade nunca vai ser inteligente se não levar em conta a prevenção, a mitigação, a preparação, a resposta e a recuperação - o conjunto do ciclo dos desastres”.  Ele acrescentou que “acostumamos a ver a capital do estado como referência em várias ações, “e agora não poderia ser diferente". Curitiba foi a primeira cidade do Paraná a fazer a adesão à campanha, em 2013. “Hoje temos 320 municípios que aderiram, o que faz com que, proporcionalmente, o Paraná seja o Estado líder no país em relação ao número de municípios que decidiram entrar na campanha”.

O diretor do CEPED/PR também lembrou que a capital paranaense tem dimensões que chamam a atenção quando eventos naturais acontecem e que há um contexto histórico que explica o por quê de cada um deles. “Diante dessas emergências que vão continuar acontecendo, nós como gestores, sentimos o aumento da necessidade de nos dedicarmos à questão da resiliência, porque houve um tempo, aliás, em muitos lugares ainda é assim, que as pessoas pensavam que desastre só dizia respeito à Defesa Civil. E hoje sabemos que não é assim”.

Durante a palestra, Pinheiro falou também sobre a importância de os órgãos envolvidos nesse processo, entenderem e se preocuparem com os desastres que continuam acontecendo. “Esse pensamento protelatório, muitas vezes nos afasta de uma solução integrada, e é justamente isso que a campanha da ONU propõe: que assumamos os papéis que a nossa responsabilidade exige”.

Sobre a falta de recursos para implantar as ações necessárias, o major afirma que para realizar a maior parte delas, não depende de recursos, e sim, de vontade e conhecimento. “Num grupo como esse que compõe o comitê municipal, considero mais importante o entendimento setorial do que precisa ser feito por cada um”.

ETAPAS DA RESILIÊNCIA Com relação às etapas que constituem o processo da resiliência, Pinheiro citou a adesão à campanha, a criação do perfil Preventionweb - projeto do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) lançado em 2007 para atender às necessidades de informação da comunidade de redução de risco de desastres – e a instituição de um comitê de resiliência que mantenha reuniões intercaladas. “No caso de Curitiba, o próximo passo é fazer uma autoavaliação da capacidade de resiliência do município em relação às catástrofes por meio do preenchimento do formulário (LG-Sat) composto por um pouco mais de 100 perguntas que vai mostrar em que nível de resiliência o município se encontra, e que serve também para que as pessoas envolvidas no processo possam entender qual é a relação com a área em que atuam”. Ficou acertado durante a reunião que o formulário será preenchido em uma oficina no dia 10 de maio, na sede do CEPED/PR, em Curitiba.

O passo seguinte é a elaboração do Plano Municipal de Resiliência, um material baseado na autoavaliação do município, que vai apontar o que precisa ser melhorado, como isso pode ser feito, e quem vai participar do processo. “É um exercício setorial que vai trazer um resultado que poderá ser compartilhado por todos”, disse o major Pinheiro.

O coordenador da Defesa Civil de Curitiba, inspetor Nelson de Lima Ribeiro, afirmou que é fundamental que Curitiba esteja integrada à campanha. “Principalmente porque vamos conseguir trazer os principais atores que vão trabalhar nas emergências, na elaboração de políticas públicas na área de prevenção, para atuar nesse grupo”. E que é, por meio desses encontros, que todos recebem mais informações sobre o que é a resiliência, a importância desse processo para a cidade, e “começam também a desenvolver ações dentro de cada uma de suas secretarias e órgãos, e no final, integramos tudo por meio do comitê”, finalizou.

A adesão à campanha da ONU é conduzida pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil. E o CEPED/PR é o órgão que oferece cursos à distância para capacitar gestores e funcionários públicos sobre a gestão de risco de desastres.

O Paraná é o único estado brasileiro em que o Centro Universitário de Pesquisa sobre Desastres é conveniado com a ONU para oferecer a qualificação.


Por Sara Carvalho, Assessoria de Comunicação CEPED/PR

 

 

Fonte: http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/regionais-sao-preparadas-para-evitar-e-se-recuperar-de-desastres-naturais/41769

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