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22/03/2018

Encontro discute as potencialidades do CEPED/PR para contribuir com os municípios que buscam a Resiliência

O Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED/PR) foi apresentado no 1º Encontro de Defesas Civis, Núcleos Comunitários e Voluntários do Paraná, realizado nos dias 10 e 20, no salão de atos do Parque Barigui, em Curitiba, como órgão cooperado com a Organização das Nações Unidas (ONU), e preparado para apoiar os municípios na evolução do processo pela resiliência. 


Na palestra ‘Potencialidades do CEPED para contribuir com os municípios na busca pela resiliência’, o diretor do Centro Universitário, major Eduardo Pinheiro falou sobre a gestão de riscos de desastres nos municípios paranaenses, que inclui desde a assinatura do Termo de Adesão, a criação de um comitê gestor até a implantação de todas as ações previstas. No caso de Curitiba, o comitê é formado por representantes das secretarias municipais de Saúde, Educação, Obras Públicas e de Defesa Social, além da Coordenadoria municipal de Proteção e Defesa Civil, Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (Ippuc), e a Fundação de Ação Social (FAS). Segundo o major, é preciso avançar além da adesão. “Sabemos que existe no Brasil um modelo de estrutura de defesa civil que funcionou durante muito tempo de forma um pouco isolada da estrutura pública. Até mesmo por ter assumido a responsabilidade pelos desastres que ocorrem nas cidades, como se fosse o único órgão responsável por esses eventos. Essa ainda é a realidade em alguns municípios. 


Na grande maioria dos municípios brasileiros que aderiram ao programa “Construindo Cidades Resilientes”, até o momento esse se tornou o único passo dado pelos gestores. “É preciso que eles tomem essa decisão e a transformem em ações dentro da sua estrutura administrativa, porque senão, vão ficar só na retórica. E quando houver um evento adverso, a culpa do desastre vai recair mais uma vez na chuva, no vento ou nas árvores”, analisa o diretor do CEPED/PR.  


O secretário municipal da Defesa Social e Trânsito, Guilherme Rangel, também participou da abertura do evento. “Prevenção, tanto do poder público como da comunidade, cada um fazendo a sua parte, é fundamental para reduzir os danos em situações de emergência”, afirmou.


 CONSTRUINDO CIDADES RESILIENTES - Com a palestra, o major Pinheiro quis provocar uma reflexão quanto à motivação que devem ter o que ele chama de ‘embaixadores da resiliência’. Ele reafirmou que o CEPED/PR está à disposição de todos os comitês paranaenses criados pelos municípios que aderiram e que ainda vão participar da campanha ‘Construindo Cidades Resilientes: minha cidade está se preparando’. “Essas pessoas podem precisar do apoio de outra instituição para ajudá-las a propagar essa campanha dentro da própria secretaria ou da instituição em que atuam. Então, nos colocamos à disposição para fazer a interlocução dos coordenadores de Proteção e Defesa Civil com as instituições setoriais que integram e compõem os comitês municipais de resiliência”. Pinheiro citou uma situação hipotética. “Quem é da Secretaria de Comunicação, por exemplo, primeiro precisa "comprar" a ideia da resiliência. Depois, atuar para que haja mais pessoas contaminadas por essa causa. E para que isso aconteça, às vezes é necessário promover um encontro de comunicação e resiliência. Então, o papel do CEPED/PR é ajudar nesse sentido também. Levar essa mensagem para aqueles que precisem abraçar a resiliência”.


O diretor do CEPED/PR falou também sobre a situação de Curitiba e região metropolitana, atingidas de forma intensa, pelas chuvas das últimas semanas. E lembrou que a capital tem um histórico de grandes eventos. “Perto da região do Shopping Mueller, por exemplo, tem havido inundação porque no começo do século passado aquela área já tinha esse problema. E nesse período, a cidade se impermeabilizou e cresceu mais. Combinada com esses fatores, a chuva proporcionou essa condição de inundação em menos de duas semanas no mesmo lugar". O diretor do Centro Universitário disse também que é preciso chamar a atenção das pessoas para que “elas possam refletir sobre a sua missão dentro do sistema e a contribuição que podem dar. Se eu tenho dificuldade para evoluir e desenvolver o programa, ou se esbarrei na postura do meu chefe ou dos gestores, conversem com o CEPED. Vamos tentar apoiar nesse sentido”.


INVESTIMENTOS EM OBRAS - A prefeitura anunciou que cerca de R$ 140 milhões estão sendo aplicados em obras de drenagem para reduzir os riscos de enchentes nas áreas dos rios Pinheirinho e Barigui. A informação foi dada pelo vice-prefeito e secretário municipal de Obras Públicas, Eduardo Pimentel, que abriu o Encontro. “Vamos concluir essas obras e, com a chegada dos R$ 170 milhões que estamos aguardando do Ministério das Cidades, também vamos investir no Rio Belém”, disse Pimentel, que fez um apanhado das ações de prevenção a enchentes feitas nos últimos 15 meses.


Drenagem e desobstrução periódica de galerias são providências necessárias para prevenir alagamentos e, segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, Nelson Ribeiro, devem andar de mãos dadas com o preparo dos moradores para lidar com situações adversas. Por isso, observou que no ano passado o prefeito Greca instituiu o comitê gestor local do programa da ONU ‘Construindo Cidades Resilientes’ – que é a capacidade para agir em situações adversas para retomar a normalidade. “É necessário que toda a sociedade esteja envolvida nesse processo e não só o poder Executivo, porque mesmo com todo o investimento que se possa fazer, não se pode ignorar o impacto das mudanças climáticas. Daí a importância da gestão integrada que pauta o nosso trabalho”, disse.


 Em relação aos municípios que ainda não aderiram à campanha ou que não tiveram avanço no processo de resiliência, o major Pinheiro apontou que o maior problema está em pensar que um desastre nunca vai chegar à cidade. E falou sobre alguns eventos que atingem os municípios paranaenses. “As enxurradas fazem grandes buracos nas estradas, o que acaba inviabilizando a passagem de veículos que transportam e escoam a safra. As grandes plantações também sofrem com o evento meteorológico”.


Por Sara Carvalho, Assessoria de Comunicação CEPED/PR

 

Fonte: http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/prefeitura-investe-r-140-milhoes-em-obras-de-drenagem-na-cidade/45403

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