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12/04/2018

Comitê Municipal de Resiliência de Campo Largo participa de oficina no CEPED/PR

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Integrantes do comitê que vai coordenar as ações que devem tornar Campo Largo, município da Região Metropolitana de Curitiba, exemplo de resiliência no Brasil, passaram a manhã desta terça-feira (10), na sede do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED/PR) recebendo orientações sobre como preencher o formulário (LG-Sat), que contém pelo menos 100 perguntas que devem ser respondidas pelos membros do comitê. “O principal objetivo desta avaliação é fazer o diagnóstico de como está Campo Largo em relação aos critérios que compõem o que chamamos de resiliência. É um processo que exige a participação de todos”, disse o diretor do CEPED/PR, major Eduardo Pinheiro. O Comitê da Cidade Resiliente (CCR), foi criado no mês passado por um decreto do prefeito Marcelo Puppi, e está vinculado ao Gabinete Municipal de Governo.

Durante a oficina, pesquisadoras do CEPED/PR orientaram os membros do comitê sobre a forma como as perguntas devem ser respondidas, para que seja identificada a situação real do município, e assim, seguir com as providências que devem ser tomadas não só pela Defesa Civil, como também pela administração e sociedade, para preparar o município a enfrentar os eventos que ocorrem com mais frequência naquela região. “O nosso principal objetivo é evitar o sofrimento das pessoas, as perdas econômicas, e principalmente, a perda de vidas”, disse Pinheiro. Ele acrescentou que “os impactos decorrentes dos desastres comprometem o desenvolvimento e a sustentabilidade nas cidades”.

 

A engenheira ambiental e mestranda em gestão Urbana, Larissa Ferentz, começou a trabalhar com questões ligadas aos riscos de desastres depois que passou a atuar como pesquisadora do CEPED. “É uma área que nos estimula a buscar novas soluções para a redução de desastres, principalmente para evitar as mortes”. Ela ressalta que “A cada ano vêm sendo aperfeiçoados os sistemas de monitoramento e de alerta, o que ajuda a reduzir as inaceitáveis perdas. E que a tecnologia existente permite que as pessoas sejam avisadas dos riscos”.  

 

Para os integrantes do comitê de Campo Largo, a engenheira explicou como se daria a aplicação do Scorecard, um indicador do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) que avalia a resiliência dos municípios. “É um indicador global que até então não tinha tradução em Português, mas que, por um pedido do CEPED/PR, foi traduzido e disponibilizado por mim para ser aplicado no Brasil”. Segundo a UNISDR, o Scorecard pode servir de base para os municípios criarem planos de ação que reduzam os riscos de desastres. A pesquisadora aplicou o indicador pela primeira vez em União da Vitória (pela maior ocorrência de inundações do Paraná) e em Porto União, Santa Catarina. Agora, deve ser a vez de Campo Largo. 

 

Geóloga de formação, mestranda em Desastres, e com muita experiência nessa área, Fabiane Acordes é pesquisadora do CEPED/PR desde julho de 2017, quando compôs a equipe que começou a desenvolver o curso voltado à campanha Cidades Resilientes. “No início, ouvíamos muitos questionamentos sobre como tratar de um tema de conceitos tão abstratos. A teoria existia, mas pouco se sabia sobre a aplicação prática da resiliência”. Agora, diante dos integrantes do comitê municipal de Campo Largo, Fabiane explicou que o objetivo desses encontros é passar informações sobre como realizar as ações baseadas em conceitos teóricos, e como entender as fases da gestão do risco de desastres, dentro do que cada um faz.  

 

Para a diretora acadêmica do CEPED/PR, a bióloga Danyelle Stringari, a reunião do comitê na sede do Centro Universitário é a realização de um sonho, já que marca o início da capacitação dos municípios paranaenses. “Quando o CEPED/PR começou a tomar forma, cerca de três anos atrás, imaginávamos que esse passo demoraria muito a ser dado. É pouco tempo para todas as ações que temos conseguido realizar”. Ela destacou também a colaboração das 25 instituições que formam a Redesastre – todas as universidades estaduais, e várias particulares, como as Universidades PUC/PR e Positivo. “É o momento oportuno para que consigamos transformar em ações todos os projetos para que façamos o bem, já que o nosso objetivo maior é salvar vidas”.

 

Stringari disse que parte dos presentes à reunião poderia estar se perguntando que relação tem a área em que atua, a de finanças ou a de saúde, por exemplo, com desastres. Ela lembrou que em muitos países não existe um departamento específico que fique de prontidão só esperando o desastre acontecer. E que, portanto, “em cada secretaria, em cada pasta, deve haver o pensamento da gestão do risco, já que o desastre não tem dia e hora para acontecer. E quando acontece, é comum não saber quem deve ser acionado, e o que deve ser feito no momento em que o acidente estiver acontecendo”, afirmou, e ainda acrescentou que não importa se é uma enxurrada ou uma inundação. Ou se apenas parte da administração municipal tem a responsabilidade de resolver a situação provocada pelo desastre. “Os desastres resultam num custo financeiro muito alto, tanto para a população quanto para o estado. O investimento na prevenção e na preparação é infinitamente menor se comparado com o gasto que se tem após um desastre. Isso inclui a recuperação de todos os estragos, sem falar na perda de vidas”. Portanto, o importante e que todos se preparem para atuar quando necessário, e isso significa antes, durante e depois dos desastres.

 

Para a secretária adjunta da Ordem Pública, Adriana Rivero Satana, foi por meio da oficina que o comitê conseguiu colocar muitas questões em ordem, e perceber “que teremos muito trabalho pela frente, mas com o incentivo que estamos recebendo do CEPED, já conseguimos ver que há luz no fim do túnel”.  

 

O próximo encontro entre a equipe de pesquisadores do CEPED e do Comitê da Cidade Resiliente será realizado na sede do Gabinete do Executivo, às 8h, nesta sexta-feira (13), em Campo Largo. Em pauta, o início do processo de autoavaliação.

 

Presenças - Wilson Battochio Aparício, coordenador Defesa Civil; Leonir Batista Ferraz, assessor vice-prefeito; Luis Augusto Cabral, secretário de Comunicação Social; Edenilson de Oliveira, Secretaria da Ordem Pública; Adriana Rivero Satana, secretária adjunta da Ordem Pública; Samir Moussa, Secretário da Ordem Pública; Walquíria Menna Brusamolin, bióloga da secretaria de Meio Ambiente; André Luis Pelizzari, diretor do Departamento de Trânsito; Celso Vedam, diretor do Departamento Rural; Antonio Amorim Costa, diretor do Departamento de Desenvolvimento Social; Aline Bitencourt, fiscal de tributos, Eliane Miyazawa, fiscal de tributos, Gabriela Rodrigues, estagiária da Secretaria de Meio Ambiente; Virgínia Prado Schiavon Ramos, bióloga da Vigilância Sanitária; Celso Dias da Luz, técnico sanitarista; Edson Luiz Bueno da Silva, setor administrativo da Secretaria de Educação e Ivan Ferreira, setor administrativo da Secretaria de Educação.

 

Por Sara Carvalho, Assessoria de Comunicação CEPED/PR

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