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09/05/2018

CEPED/PR oferece curso que ensina a cuidar de animais oleados

Brigadistas voluntários participaram do I Curso Prático em Despetrolização da Fauna, que faz parte do projeto ‘Estruturação, Implementação e Gerenciamento de uma base especializada no Resgate e na Despetrolização da fauna em caso de acidentes ambientais na área do Complexo Estuarino De Paranaguá (CEP)’, firmado entre a Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual do Paraná (FUNESPAR) e a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), sob a coordenação da profa. dra. Danyelle Stringari, diretora acadêmica do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres do Estado do Paraná (CEPED/PR).


O curso teve duração de quatro horas e foi realizado nas dependências do Palácio Iguaçu, sede do Governo do Estado do Paraná, situado em Curitiba. Profissionais do CEPED-PR apoiaram a realização do evento colaborando na organização da logística, liberação e adequação do espaço para a sua realização. A atividade foi conduzida pela integrante da equipe técnica permanente do projeto, a médica veterinária dra. Letícia Koproski. “O objetivo do curso foi simular o processo de limpeza dos animais, colocando em prática técnicas de contenção de representantes da fauna, bem como da metodologia dos aspectos relacionados a lavagem e a secagem dos indivíduos”, explica.


EQUIPAMENTOS DE PROTEÇAO - Para realização do curso, os alunos receberam um kit de equipamentos de proteção individual para utilização durante as atividades composto por óculos de proteção, luvas nitrílicas, máscara PFF2 e macacão Tyvek. Esse material foi doado pela coordenação do curso de medicina veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e distribuído com o objetivo de que “os brigadistas se familiarizassem com o uso desses equipamentos e percebessem a proteção que os mesmos proporcionam na rotina de atendimento dos animais”, conta Koproski. Cada aluno contribuiu doando um frasco de detergente neutro e aqueles que possuíam bacias, canecas, toalhas e escovas de dente emprestaram o material para ser utilizado na aula. Bonecos de pelúcia em formato de pinguim, também doados pela coordenação do curso de medicina veterinária, foram utilizados simulando os pacientes oleados.


A atividade teve início com a preparação da estação de trabalho, quando foram definidas quatro zonas: recepção dos animais, estação de lavagem, estação de enxague e área de secagem. Na sequência foi preparada a estação de lavagem, composta por uma sequência de bacias. Nesse momento, os alunos aprenderam a preparar a água, com base na temperatura e na diluição de detergente necessária para limpeza de cada atendimento simulado levando em consideração as características da espécie alvo e a quantidade de óleo presente nos indivíduos.


TÉCNICAS DE CONTENÇAO - A simulação da captura dos animais teve início com a retirada dos pacientes da caixa de transporte. Os alunos treinaram técnicas de contenção física de aves com o auxílio de toalhas. Em seguida, os animais foram transportados manualmente em posição indicada até a estação de lavagem e posicionados dentro das bacias. Foram apresentadas duas técnicas de limpeza: a primeira em que um brigadista é responsável pela contenção e outro pela lavagem total do animal; e a segunda em que cada brigadista é responsável pela lavagem de um hemisfério do paciente e realiza a contenção durante metade do período da lavagem, ambas seguiram a sequência de cabeça, dorso, asas, ventres e pés. Nas duas técnicas, um terceiro brigadista fica responsável pelo fornecimento de água limpa com a utilização de canecas e de demais equipamentos para a dupla em ação.


Após a lavagem o paciente foi direcionado para a área de enxague, e com o auxílio de um jato de água com pressão adequada, todo o detergente foi retirado. Ainda nessa zona, simulou-se a retirada do excesso de água após o enxague com o auxílio de toalhas. O paciente foi encaminhado para a secagem e antes de ser posicionado sobre toalhas em área com presença de secadores ou e/ou aquecedores recebeu uma hidratação simulada por sonda, quando os alunos aprenderam, além do procedimento, outra forma de contenção dos animais com o auxílio do seu próprio corpo como barreira. A estação de secagem foi isolada com toalhas, criando uma barreira visual para que os animais sofressem menos efeitos de estresse.


Por Sara Carvalho, Assessoria de Comunicação CEPED/PR

Fonte: Relatório I Curso Prático de formação em Despetrolização da Fauna, elaborado pela médica veterinária dra Letícia Koproski

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