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30/05/2018

Pesquisadores bolsistas do CEPED/PR apresentam em outubro experimentos que simulam fenômenos da natureza

Pesquisadores bolsistas do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED/PR) já testaram os experimentos que vão apresentar em outubro, em data a ser definida, na Praça Osório, em Curitiba.

 

As biólogas Gislaine Cova e Fernanda Enko, o bacharel em Geografia, Murilo Noli da Fonseca, a engenheira ambiental e mestranda em Gestão Urbana, Larissa Ferentz e a geóloga e mestranda em Desastres Naturais, Fabiane Acordes, todos bolsistas do CEPED, convidaram as geógrafas Maria Consuelo da Silva e Elisiane Borges dos Santos para participar da oficina e mostrar como as experiências poderiam ser desenvolvidas. As duas já executaram os experimentos propostos pelos bolsistas, em várias escolas públicas de Curitiba.

 

A ideia é simular alguns fenômenos, como deslizamento, infiltração, escoamento superficial, erosão e contaminação como forma de trabalhar a educação ambiental em áreas urbanas. A oficina serviu também para testar o material que deverá ser usado, entre eles, garrafas pets, gesso, areia, terra preta, grama, colorantes, tecidos e copos descartáveis.

 

EXPECTATIVA - O principal resultado esperado é que o público entenda o que acontece quando o homem não respeita o equilíbrio entre o meio ambiente e o meio urbano. Na simulação da erosão superficial, por exemplo, vai ser possível perceber que o processo é mais intenso nas amostras sem cobertura vegetal.


No experimento que vai simular uma infiltração, o que poderá ser observado é o solo funcionando como filtro natural. “Em um solo coberto, as plantas ajudam nesse processo retendo os poluentes, diminuindo significativamente a contaminação do lençol freático”, explica a geógrafa Maria Consuelo.

 

Quando for mostrado o processo de infiltração, poderá ser observado como a água infiltra no solo e também quando o solo está encharcado e a água não penetra mais. “Esse processo é significativo para entender por que e como ocorrem as enchentes e o assoreamento dos rios”, esclarece a geógrafa Elisiane.

 

Outro experimento que costuma chamar muito a atenção de quem o acompanha, é o de impermeabilização do solo. “Quando a água da chuva cai sobre superfícies impermeabilizadas, ou seja, em calçadas e asfalto, ela escoa de forma rápida para regiões mais baixas e alcançam os rios, que enchem e provocam as inundações”, diz Murilo. “Já quando chove em locais onde há vegetação, a água infiltra no solo, e boa parte dela fica retida e é absorvida pelas raízes das plantas”, acrescenta.

 

No caso do deslizamento, vai ser demonstrado como o excesso de água desagrega o solo e o faz perder a consistência, descendo encosta abaixo juntamente com tudo que está sobre ele. Outra demonstração que vai ser feita pelos bolsistas do CEPED/PR, é sobre o quanto o lixo pode contribuir para a ocorrência de enchentes. “O lixo, assim como as calçadas, impermeabiliza de forma parcial, o solo, fazendo com que a água da chuva chegue mais rápido aos rios, provocando as enchentes”, afirma Larissa.

 

Os experimentos vão ser executados pelos pesquisadores bolsistas do CEPED/PR entre as 09h e 17h, em outubro, em data a ser definida, na Praça Osório, região central de Curitiba.

 

Por Sara Carvalho, Assessora de Comunicação CEPED/PR

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