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28/05/2018

Campo Largo é o primeiro município paranaense a completar a autoavaliação da Resiliência

Os integrantes do Comitê da Cidade Resiliente (CCR), de Campo Largo, município a 30 km de Curitiba, responderam as 117 questões do Scorecard, indicador do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR), e encaminharam a planilha com os resultados para o Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED/PR), que deve comunicar a ONU sobre o preenchimento do formulário e assim, formalizar a nova condição de resiliência da cidade. “O resultado do Scorecard aponta o que precisa ser melhorado, como isso pode ser feito, e quem vai participar do processo”, esclarece o diretor do CEPED/PR, major Eduardo Pinheiro.

 

O Scorecard avalia a resiliência dos municípios para o atendimento aos objetivos do acordo global Marco de Sendai que visa a redução de riscos entre 2015 e 2030. Já foi aplicado em União da Vitória e em Curitiba, mas os comitês das duas cidades ainda não concluíram o preenchimento. “O diagnóstico servirá de parâmetro para o planejamento municipal em resiliência”, avalia o diretor do CEPED/PR. A versão resumida do Scorecard, que contém 47 perguntas, com quatro opções de respostas, vai ser aplicada num segundo momento, como forma de monitorar o andamento do processo.

 

Campo Largo é o único município do Paraná indicado para se tornar modelo em resiliência a participar da campanha das Nações Unidas “Construindo Cidades Resilientes”, lançada em 2010. Segundo o major Pinheiro, uma série de fatores trouxe a campanha até o município. “Podemos ter Campo Largo como modelo de resiliência para o Brasil”.

 

O prefeito Marcelo Puppi, valorizou a campanha desde que recebeu o convite para fazer a adesão. “Não podíamos perder essa oportunidade e assim, Campo Largo começou a fazer o dever de casa e iniciou a autoavaliação da cidade”.

 

O comitê municipal foi criado por um decreto do prefeito Marcelo Puppi, em março deste ano, e é composto por representantes de várias secretarias e instituições públicas do município. “Sabemos que após essa primeira etapa do processo, teremos pela frente uma série de ações para ter uma cidade forte que evite tragédias, e que diante dos problemas, consiga sair de forma rápida”, afirma.

 

O próximo passo será analisar o índice obtido com as respostas dadas pelos integrantes do grupo – cerca de 24% – e definir as ações que vão ser incluídas no Plano Estratégico de Resiliência, documento que vai nortear o município em busca da máxima resiliência a desastres, e o próximo passo do processo. “O CEPED já está organizando a oficina sobre Planejamento Municipal de Resiliência e Proteção e Defesa Civil”, conta o diretor do CEPED/PR.

 

QUESTÕES DO SCORECARD - As questões do Indicador do UNISDR valem de 0 a 5 pontos. Na pergunta sobre o potencial de deslocamento da população em situação de risco ou de desastre, por exemplo, a nota será zero se o município não tiver essa providência estruturada. Se a administração não promove o desenvolvimento urbano resiliente, a nota também será zero. Outra questão do questionário que é comum receber a nota mais baixa é se depois do desastre provocado pelo vento forte ou granizo, o município criou, por exemplo, uma lei que determina o uso de laje ou telhas de barro nas edificações das regiões mais atingidas, ou a situação de antes foi mantida?

 

“Só recentemente é que gestores públicos de municípios brasileiros passaram a colocar a resiliência entre as prioridades da administração”, diz a geóloga e mestranda em desastres naturais, Fabiane Acordes, uma das pesquisadoras bolsistas do CEPED/PR que participou das oficinas para orientar o comitê sobre o preenchimento do Scorecard.

 

Ao lado de cada questão, é possível inserir comentários com as justificativas para as respostas dadas. “A partir de agora, os integrantes do comitê irão avaliar cada um dos 10 passos de maneira aprofundada, e deverão pensar nas ações que precisam ser executadas ao longo dos próximos anos, a fim de melhorar as notas obtidas nessa primeira versão da ferramenta”, explica a engenheira ambiental e mestranda em Gestão Urbana, Larissa Ferentz, outra pesquisadora bolsista do CEPED/PR.

 

Para responder às perguntas do Scorecard e também para “definir e implantar as ações, é preciso que haja o envolvimento de toda a administração municipal. A interligação entre todos os setores é fundamental”, afirma Pinheiro. “Só assim, cada área identifica os pontos em que é preciso avançar”. E o prefeito acrescenta que vai trabalhar também “para que cada cidadão saiba exatamente qual é o seu papel na construção de uma cidade resiliente”.

 

COMITÊ MUNICIPAL - A coordenação do comitê ficou a cargo da Secretaria Municipal de Ordem Pública por intermédio da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, e é composto por um representante titular e um suplente dos seguintes órgãos municipais: Secretaria Municipal de Ordem Pública; Secretaria Municipal de Administração, Tecnologia e Informação; Secretaria Municipal de Educação e Esportes; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente; Secretaria Municipal de Governo; Secretaria Municipal de Finanças e Orçamento; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social; Secretaria Municipal de Saúde; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Assuntos Metropolitanos, e Secretaria Municipal de Viação e Obras.


Por Sara Carvalho, Assessoria de Comunicação CEPED/PR

 

 

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