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Notícias

28/06/2018

CEPED/PR fala em evento das Américas sobre ações de pesquisas para redução de riscos e desastres

Com a participação de mais de 1.300 representantes de delegações oficiais e especialistas em gestão de risco de 43 países, encerrou na sexta-feira (22), a VI Plataforma Regional sobre Redução do Risco de Desastres nas Américas, evento organizado pelo Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR), em Cartagena, Colômbia. A ação se integra à campanha mundial “Construindo Cidades Resilientes”, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU). O tema central das discussões girou em torno da necessidade de tornar as Américas uma região menos vulnerável, e as comunidades mais resilientes. O presidente colombiano Juan Manuel Santos participou da abertura do encontro. 

 

O diretor do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED/PR), major Eduardo Pinheiro integrou a delegação brasileira. “Foi a primeira vez que o grupo de brasileiros foi recebido pela representante especial da secretaria-geral da ONU para Redução de Riscos de Desastres, sra. Mami Mizutori, ocasião em que foi apresentada uma pauta específica para a nossa realidade, incluindo aspectos voltados à campanha Cidades Resilientes”. A participação do CEPED/PR no evento foi um convite da ONU.

 

PALESTRA CEPED - O tema da palestra do major Pinheiro foi ‘Estratégia de capacitação para a campanha global Construindo Cidades Resilientes’. Ele deu um panorama sobre a participação do Brasil na campanha mundial, que se destaca porque tem o maior número de cidades que aderiram; já são 1032 municípios participantes. “Nesse contexto, o Paraná fica em evidência com a adesão de 80,2% das cidades, ou seja, dos 399 municípios paranaenses, 320 entraram na campanha”.  Isso caracteriza a maior participação percentual no Brasil.

 

Sendo o Paraná o líder na campanha proporcionalmente no Brasil, e o país liderando no mundo, “o CEPED tem a responsabilidade e o dever de dar suporte aos municípios durante todas as etapas do processo até que alcancem a resiliência”, afirma Pinheiro, que também falou na Colômbia sobre o papel e as atividades do centro universitário, incluindo a relação que mantém com as 25 instituições que compõem a Redesastre, a única rede no Brasil com essa organização inédita e inovadora instituída oficialmente por meio de um decreto. Esse formato diferenciado dos demais centros brasileiros se explica porque o CEPED está vinculado academicamente à Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e administrativamente à Casa Militar, assessorando e realizando a responsabilidade sobre aspectos ligados à ciência e tecnologia a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil.

 

Outra informação que o diretor levou aos participantes do evento foi a tradução para a língua portuguesa do guia da campanha e da ferramenta de autoavaliação que cada município preenche, o Scorecard, realizada por pesquisadores bolsistas do CEPED/PR.  

 

CIDADES RESILIENTES - Sobre o curso Cidades Resilientes agendado para 2018, Pinheiro apresentou aos participantes do evento como as aulas foram organizadas e como foi feita a adaptação do material didático. “Encartes para cada um dos quatro módulos, 16 aulas e 40 horas de atividades, inclusive de avaliação. Também estão previstas 16 aulas de vídeos”.

 

Pinheiro citou também a websérie Resiliência Na Real, realizada com 16 episódios por meio de uma parceria com a curso de cinema da Unespar, e encenados por membros da própria equipe do CEPED/PR.

 

Como mensagem final de sua palestra em Cartagena, Eduardo Pinheiro colocou aos representantes dos países das Américas que “Não adianta nada termos uma campanha com diretrizes bem elaboradas, e uma estratégia definida por um grupo de especialistas, se não fizermos com que ela chegue às pessoas que precisam colocá-la em prática”. Ele também destacou a atuação do CEPED, que tem a percepção da oportunidade de reunir esses atores tão importantes “que são o escritório das nações unidas, o promotor da campanha, a defesa civil nacional, para conseguir estabelecer parcerias e fazer chegar às pessoas o que elas precisam para tornarem-se cidades mais resilientes”.

 

CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Como parte da programação da VI Plataforma, o major Pinheiro foi convidado também para representar o CEPED/PR na reunião de constituição do Grupo Consultivo Regional sobre Ciência e Tecnologia (R-STAG) para a redução de riscos de desastres (RRD). O encontro reuniu professores e pesquisadores de diversas instituições das Américas e foi conduzido pela UNISDR, REDULAC e Florida International University.

 

EXPERIÊNCIAS COMPARTILHADAS - Durante os 3 dias do evento, os participantes compartilharam experiências e conhecimentos, e as conclusões vão ajudar na implementação do Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres nas Américas 2015-2030. Foram 4 sessões plenárias, 19 sessões paralelas, 8 eventos alternativos e 1 sessão técnica do Plano de Ação Regional, acordado em março de 2017 em Montreal, Canadá, como um guia para a implementação do Quadro de Sendai para Redução de Risco de Desastres 2015-2030 nas Américas. Mais de 130 membros de organizações nacionais e internacionais, sociedade civil e plataformas sub-regionais de 23 países, participaram dos painéis de discussão.

 

Ao final do evento, foi elaborada a Declaração de Cartagena, um documento que define o plano de ação que a região irá desenvolver em redução de risco. Entre os pontos a serem considerados estão: a continuidade das diretrizes do Marco de Sendai, a importância do impacto das mudanças climáticas, a implementação de uma abordagem diferencial com inclusão, o trabalho com a população em situações de deficiência, respeito ao meio ambiente e definição de indicadores de desempenho em questões de redução de riscos. (Abaixo, todos os itens que compõem a declaração)

 

A Jamaica foi escolhida para sediar a VII Plataforma Regional para a Redução de Riscos Desastres das Américas e do Caribe, em 2020.

 

 

Por Sara Carvalho, Assessoria de Comunicação CEPED/PR


Declaración de Cartagena: Tercera Reunión de Ministros y Autoridades de Alto Nivel sobre la Implementación del Marco de Sendai para la Reducción del Riesgo de Desastres 2015-2030 en las Américas y el Caribe

 

1.   Nosotros, los Ministros, Ministras y Jefes de Delegación participantes en la Tercera Reunión de Ministros y Autoridades de Alto Nivel sobre la Implementación del Marco de Sendai para la Reducción del Riesgo de Desastres 2015-2030 en las Américas y el Caribe, durante la Sexta Plataforma Regional para la Reducción del Riesgo de Desastres de las Américas (PR18) llevada a cabo en la ciudad de Cartagena los días 20, 21 y 22 de junio de 2018:

2.     Reconociendo la necesidad de continuar fortaleciendo las plataformas nacionales y regionales en las cuales se organizan los países de la Región para avanzar en la Reducción del Riesgo de Desastres;

3.     Enfatizando la importancia de avanzar en el conocimiento sobre los fenómenos que generan pérdidas de vidas y de infraestructura en nuestros territorios, los cuales no reconocen límites administrativos, económicos, sociales ni ambientales;

4.     Reafirmando el carácter multidisciplinario que requiere el abordaje del Riesgo de Desastres, así como de los impactos que generan los eventos adversos sobre la economía de la región de las Américas y el Caribe;

5.     Resaltando la necesidad de contar con información que soporte la toma de decisiones con respecto a la Reducción del Riesgo de Desastres, la protección financiera, la preparación para el manejo de los desastres y los procesos de recuperación postdesastre;

6.     Reconociendo la necesidad de continuar desarrollando campañas regionales y nacionales efectivas como instrumentos para la concientización y educación del público, así como para promover una cultura de prevención de desastres, resiliencia y ciudadanía responsable, generar entendimiento del riesgo de desastres, apoyar el aprendizaje mutuo y compartir experiencias; y alentar a las partes interesadas públicas y privadas a que participen activamente en dichas iniciativas y desarrollen otras nuevas a nivel local, nacional, regional y mundial;

7.     Destacando las experiencias desarrolladas por los diferentes países de la región en la implementación del Plan de Acción Regional para la Implementación del Marco de Sendai para la Reducción del Riesgo de Desastres 2015-2030 en las Américas y el Caribe;

8.     Convencidos de la importancia de fortalecer las relaciones de cooperación y la colaboración entre nuestros países y la necesidad de continuar fomentando la participación de donantes y organizaciones internacionales para apoyar estas acciones; y la necesidad de que cada país invierta en mantener su infraestructura y sus sistemas de alerta temprana operativos para desastres y la haga sostenible;

9.     Reconociendo que el trabajo articulado nos permitirá atender como región los retos y prioridades comunes en materia de Reducción del Riesgo de Desastres, así como alcanzar los Objetivos de Desarrollo Sostenible – ODS – de la Agenda 2030 de Desarrollo Sostenible, relacionados a este campo;

10.   Reconociendo el impacto desproporcionado de los desastres en mujeres y niñas, niños y jóvenes y otros grupos vulnerables, y su importancia como agentes de cambio, y la necesidad de aplicar un enfoque de equidad, inclusivo y participativo, a la reducción del riesgo de desastres para reducir el impacto social, económico y psicológico de tales eventos;

11.   Reconociendo la necesidad de considerar a las comunidades indígenas en caso de desastres mientras integran sus conocimientos tradicionales en las actividades de socorro y ayuda a través de un enfoque participativo;

12.   Reconociendo la importancia de que los Estados fortalezcan sus marcos institucionales a fin de integrar la reducción del riesgo de desastres en medidas de desarrollo, haciendo que las naciones y las comunidades sean resilientes a los desastres;

 

Fonte: http://portal.gestiondelriesgo.gov.co/Paginas/Noticias/2018/Finaliza-con-%C3%A9xito-la-VI-Plataforma-Regional-para-la-Reducci%C3%B3n-del-Riesgo-de-Desastres-de-las-Am%C3%A9ricas.aspx

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