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31/10/2018

Primeiro de Maio e CEPED/PR avançam nas etapas da campanha Cidades Resilientes

O Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED/PR) recebeu a visita da coordenadora do Comitê Municipal de Resiliência, do município de Primeiro de Maio, Aparecida Benito Pereira, e do vereador Elizeu de Souza, que acompanham as etapas de implantação da campanha ‘Construindo Cidades Resilientes’, lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2010.

Em setembro, o diretor do CEPED, major Eduardo Pinheiro participou do lançamento da campanha em uma reunião na Câmara Municipal de Primeiro de Maio, realizada pela prefeita Bruna Casanova, com a participação dos secretários municipais.

Segundo o major, foram explicados todos os conceitos que fazem parte da campanha, e entregue o material necessário para que o município fizesse a autoavaliação da sua capacidade de resiliência. Os resultados alcançados no preenchimento do Scorecard serão encaminhados ao CEPED/PR tão logo seja finalizado para que se conheça o diagnóstico da cidade – ponto de partida para o planejamento.

O Termo de Adesão à campanha da ONU foi assinado em 2016, quando o município começou a se preparar para instituir a Política Municipal de Proteção e Defesa Civil, o que criou condições para que a campanha pudesse avançar. “Poucos municípios no Paraná têm a preocupação em criar essa política”, constata Pinheiro. “Primeiro de Maio já se coloca à frente dos demais que aderiram à campanha, porque pensou antes nessa estratégia”.

A prefeita determinou recentemente que o processo fosse iniciado, e em agosto, ela esteve na sede do CEPED/PR, em Curitiba, para conhecer as instalações, as ações desenvolvidas, e os principais pontos da campanha. Foi então que convidou o CEPED/PR a participar de um calendário com reuniões, palestras e lançamento, e mostrar aos secretários municipais, padres, pastores, maçonaria, Rotary e representantes de vários setores da sociedade, os benefícios que a campanha da ONU pode trazer para à cidade.

O comitê de resiliência foi criado em setembro, e tem a participação de todas as secretarias municipais. “A campanha é uma oxigenação para a organização das cidades, já que passa a permitir, muitas vezes, que as secretarias atuem em conjunto, e isso é um diferencial em todos os governos”, afirma Pinheiro.

Ainda de acordo com o major, a campanha pode servir de ponte entre os vários setores da administração, tornando-a mais forte, e ainda “permitir que o município se organize melhor para fazer frente aos desastres antes que ocorram, e se ocorrerem, que os danos sejam os menores possíveis”.

O diretor do CEPED/PR lembrou também que “Os municípios que aderiram à campanha, e estão executando todas as etapas previstas, assim como Campo Largo, Curitiba e União da Vitória, vão se transformando de forma natural, em lideranças da região onde estão localizados”.

CAMPANHA NO PARANÁ – Até o momento, 321 municípios paranaenses já assinaram o Termo de Adesão à campanha global, mas nem todos avançaram para as próximas etapas. “Não é raro gestores públicos se preocuparem com os desastres só depois que acontecem, quando já é tarde para evitar os prejuízos ambientais, econômicos e humanos”, afirma o major Pinheiro.

A administração de Primeiro de Maio quer aproveitar a campanha ‘Cidades Resilientes’ para preparar o projeto que prevê a construção de uma praça temática em homenagem aos imigrantes e descendentes de japoneses do município, considerados exemplos de resiliência. Assim que estiver pronto, o Consulado Geral do Japão no Paraná vai encaminhar ao governo japonês, a solicitação de recursos financeiros para contribuir com as obras de revitalização e ornamentação da praça. O vereador Elizeu está acompanhando todas as etapas desse projeto. “No momento, a praça em frente ao fórum da cidade só tem muitas árvores podadas recentemente, e alguns sinais de abandono, mas o projeto da nova praça deve ser finalizado em breve”, garante o vereador.

DESASTRES – Primeiro de Maio tem um histórico significativo de epidemias de dengue e vendavais. Em setembro de 2009, por exemplo, um vendaval e chuva de granizo, provocaram a queda de quase 40 árvores grandes, que caíram em cima de 5 veículos, muitas estruturas metálicas cederam e entortaram, casas e barracões foram destelhados.  O temporal deixou 17 pessoas feridas.

Em função desse histórico, a população da cidade “está empolgada e envolvida com a campanha ‘Cidades Resilientes’. E com os resultados da autoavaliação em mãos, a sociedades civil, escolas, empresas e gestores públicos vão ser convocados para ajudar a estabelecer as ações necessárias para corrigir e evitar novos desastres”, afirma a coordenadora do comitê. Aparecida acrescenta que a conexão que existe entre a prefeitura e o CEPED/PR é fundamental para que a campanha avance rumo à resiliência”.

Para o major Pinheiro, também é importante manter uma sequência de contato para que o município receba orientações em todas as etapas do processo. Depois de analisados os resultados do Scorecard, o próximo passo será o planejamento das ações. A campanha prevê no 9º passo, “uma organização principal para fazer frente à resposta, não somente de desastres, mas de emergências também”.


Por Sara Carvalho, Assessoria de Comunicação CEPED/PR

 

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